terça-feira, 24 de maio de 2016

REPRESENTANTES DO VATICANO ESTÃO NA PB PARA ANALISAR BEATIFICAÇÃO DO PADRE IBIAPINA.



Já estão no Distrito de Santa Fé, município de Solânea, na Paraíba, os representantes do Vaticano que vão analisar o histórico e os restos mortais de José Antônio Pereira Ibiapina, o Padre Ibiapina, para o processo de beatificação do religioso.

Os membros da Congregação para as Causas dos Santos, que chegaram no último domingo (22), são o postulador Paolo Vilotta e o padre Paolo Lombardo. Eles devem passar mais nove dias no local.

De acordo com o padre Gaspar Rafael, um dos escolhidos como promotor da causa para o Tribunal da Diocese, que conta, ainda, com o padre Joanderson como juiz e o padre Alípio Martins como notário, as análises vão acontecer até esta sexta-feira (27) no município paraibano.

"Durante toda a tarde de ontem foi feita a exumação do padre Ibiapina no Memorial Padre Ibiapina", contou Gaspar. "Estaremos hoje e durante toda a semana - o tribunal com a presença dos representantes do Vaticano - ouvindo testemunhas sobre os milagres do padre. Serão três por dia, entre bispos, padres e leigos", acrescentou.

Ainda conforme Gaspar, no domingo (29) vai ser realizada uma missa a partir das 15h na capela de Santa Fé, mostrando para o público os restos mortais de Padre Ibiapina. "Depois, toda a documentação será apresentada no Vaticano, dando prosseguimento ao processo de beatificação", explicou.

Padre Ibiapina
José Antônio Pereira Ibiapina nasceu no dia 5 de agosto de 1806, em Sobral, Ceará, filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria de Jesus. Aos 60 anos de idade, deixou a carreira de professor para começar seu trabalho missionário, percorrendo mais de 600 km pelas províncias do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Organizou missões, construiu capelas, igrejas, açudes, cacimbas, poços, cemitérios, hospitais e chegou a fundar mais de vinte Casas de Caridade para moças órfãs carentes, onde elas recebiam educação religiosa e moral, aprendiam a ler, escrever e trabalhos domésticos, além de terem assistência à saúde.

Para alguns pesquisadores ele está incluído na categoria dos iluminados, pessoas que sempre lutaram por um ideal de trabalho e fé. Foi ponte entre a Igreja e o povo pobre do Nordeste brasileiro, construindo uma obra missionária significativa e respeitada, partilhando água, alimento e abrigo com doentes, mendigos e retirantes, levando sempre uma palavra de conforto para aqueles que precisavam. 

FONTE: JP online

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